quarta-feira, 14 de julho de 2010

ATAQUES À IGREJA DE CRISTO INSTITUCIONALIZADA: UMA DEFESA À DOUTRINA DA IGREJA




Nesses últimos anos a igreja de Cristo como instituição tem recebido fortes críticas. A razão é devido aos muitos escândalos e à profunda mercantilização do Evangelho vindo da Teologia da Prosperidade.

Os ataques já vinham sendo feito em poucas medidas por alguns líderes, mas nesses últimos anos, os ataques vêm sendo feitos por muitos pastores descontentes com a atual situação da igreja. Dentre esses, o principal crítico da igreja institucionalizada é o Pr. Caio Fábio.

O Pr. Caio Fábio, em seu site e programas, declara a falência desta igreja. Aproveitando as muitas pessoas feridas na igreja, enfraquecidas e carentes de doutrina da eclesiologia mais consistente, ele aconselha essas pessoas a perder de vista a igreja institucionalizada, porém, com muita incoerência e contradição, ele encaminha essas pessoas a um determinado grupo a quem ele chama de “pessoas de Deus”. O que impressiona que esses pastores falam como estivessem fora. Esquecem que eles fizeram ou fazem parte do problema dela. Como alguém pode falar mal da igreja se é parte do problema dela? Como posso desqualificar a igreja se eu fui um problema para essa igreja?

Partindo disso, pode-se ver o Pr. Caio Fábio desestimulando a dar o dízimo e desafiando a qualquer um que o prove a validade deste. Muitas pessoas incautas e fracas doutrinariamente têm acompanhado seus ensinamentos e aprendido de sua cartilha sem perceber que isso é prejudicial à fé cristã e não percebem o que a Bíblia ensina sobre a sua igreja. Portanto, o meu objetivo nesse ensaio é analisar a hermenêutica desses pastores, o que diz a Bíblia sobre a igreja e o perigo dessa doutrina.

Preciso, antes, fazer algumas observações: primeiro, eu não escrevo como alguém isento de falhas, mas dentro desta igreja que tem falhas e que geme esperando a redenção dos nossos corpos no dia do nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo, não tenho a pretensão de evidenciar qualquer coisa moral dos nomes citados, pois os admiro de coração apesar das minhas fortes críticas ao seu posicionamento à Igreja de Cristo institucionalizada. O meu objetivo é demonstrar o perigo, a incoerência e a profunda falta de análise das Escrituras nessa doutrina.

1. O Problema Hermenêutico

A hermenêutica tem uma influência direta à nossa interpretação da Bíblia. Hermenêutica, que são os princípios de interpretação, pode ser tanto consciente como inconsciente. Toda pessoa que se chegue à Bíblia terá alguns princípios de interpretação, pode ser a mais inculta. Ela pode fazer o uso dela de uma forma acadêmica porque a aprendeu ou pode fazer de uma forma intuitiva. Seja de uma forma ou de outra, vamos às Escrituras com normas de interpretação.

O grande problema da doutrina da igreja é com qual hermenêutica e pressuposto vamos à Bíblia. Por exemplo, existem alguns que acham que a base para a igreja é somente o Novo Testamento. Esses são aqueles não aceitam algumas liturgias como danças, manifestações de louvor alto ou palmas que são claramente demonstrados nos salmos e em outras passagens do VT. Outros, como no caso de Caio Fábio, tem como base praticamente os Evangelhos. Tanto o VT e as cartas de Paulo foram colocados em segundo plano, como um artigo que ele escreveu demonstrando que Paulo poderia ter surtado algumas vezes. Na verdade, à semelhança dos hereges do primeiro século, como Marcion que eliminou o VT, as cartas de Paulo e algumas passagens dos Evangelhos, a Escritura é interpretada por Caio Fábio de uma forma que ele fique confortável diante da doutrina da proibição ao divórcio e a total emancipação da igreja institucionalizada.

O apóstolo Paulo também teve essas dificuldades diante dos falsos mestres em Éfeso. Por causa disso, ele ensinou a Timóteo: TODA ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS E ÚTIL PARA O ENSINO, PARA A REPREENSÃO, PARA A CORREÇÃO, PARA A EDUCAÇÃO NA JUSTIÇA, A FIM DE QUE O HOMEM DE DEUS SEJA PERFEITAMENTE HABILITADO PARA TODA BOA OBRA (2Tm 3.16,17).

Paulo ensinou claramente que não se pode jamais desprezar o VT em qualquer doutrina bíblica, pois Paulo estava em mente, principalmente o VT, pois foi esse que ele usou para basear-se em seus ensinos. Ele afirmou que toda Escritura é útil para fazer-nos aptos para toda boa obra.

Quando excluímos o VT para qualquer doutrina, estamos cometendo um grave erro de Hermenêutica, pois a Bíblia é um todo (VT e NT). Quando se analisa somente uma parte ou despreza a outra, com certeza essa interpretação será deficiente. Existem doutrinas que a base estará sempre no VT como a doutrina da queda, a Lei de Deus e outras. Na verdade, precisamos interpretar o VT diante do NT, mas jamais eliminá-lo em uma interpretação ou dizer que algo foi somente para o VT sem que o NT demonstre tal coisa.

Da mesma forma, não podemos interpretar a Bíblia achando que somente uma parte dela é mais importante que a outra, pois TODA ESCRITURA é inspirada por Deus e toda ela precisa se harmonizar. Por isso, o nosso pressuposto com relação à sua inspiração e inerrância influenciará profundamente a nossa interpretação.

Apesar de que a igreja de Cristo foi edificada por ele (que é o conjunto de judeus e gentios convertidos), a igreja sempre existiu no VT, pois Jesus afirmou que muitos sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó (MT 8.11). Da mesma forma o autor aos Hebreus ensina que os santos do VT são partes da igreja (Hb 12.1;22,23). Não podemos, portanto, jamais, eliminar o VT da doutrina da igreja. Da mesma forma, precisamos analisar como os apóstolos ensinaram sobre a igreja, pois eles tiveram uma percepção inspirada tanto do VT como dos Evangelhos e testemunho dos apóstolos. Partindo disso e levando em conta o que disse Paulo a Timóteo 2Ti 3.16,17 vamos analisar a base bíblica para a igreja e suas objeções.

2. A Base bíblica para a igreja institucionalizada

Em todo VT Deus se volta a um povo e a uma comunidade institucionalizada. Uma comunidade que teria um selo que era a circuncisão, já que teriam que ter um compromisso com as leis civis e cerimoniais e, principalmente com a lei moral, pois a Lei de Moisés incluía as leis morais, cerimoniais e civis (Rm 4.9-16). As promessas dos profetas eram destinadas a um povo ou a uma comunidade. Assim o Senhor falou:

Dt 7:6-7 6 Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. 7 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos,
Notem como Pedro escreve semelhantemente falando da Igreja:

1 Pe 2:10 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.
Tanto Deuteronômio como 1Pe afirmam que a igreja é uma comunidade institucionalizada e que Deus a colocou com diretrizes e normas que estão na sua Palavra. Notem como Pedro simplesmente aplica o que está em Ex 19.6:
1 Pe 2:9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Ex 19:5-6 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.
Portanto, os apóstolos perceberam que o VT ensinava que a igreja era algo institucionalizado e definido como tendo uma forma de iniciação, seja através da circuncisão por causa das leis civis no VT, seja através do batismo no NT, já que não nascemos mais comprometidos com a lei civil (At 2.41; 8.12; 10.48; 18.8; 19.5; Rm 6.4; 1Co 1.13,14; Gl 3.26-28). Todos esses textos demonstram que o batismo demonstrava no NT uma declaração e compromisso com a comunidade local chamada igreja. Por isso que Paulo fala em Gálatas 3.28 que não pode haver diferença entre “judeu, nem grego, escravo, homem ou mulher” porque todos fazem parte de um só povo.

No NT a palavra εκκλησια (ekklësia) (igreja) aparece primeiramente nos Evangelhos. Apesar de que os Evangelhos não foram os primeiros livros a serem escritos no NT, já havia tradições orais em grego dos ditos de Jesus pelos apóstolos antes das primeiras epístolas de Paulo. Portanto a palavra ekklësia foi manifestada pelos apóstolos de Jesus pela primeira vez.

A palavra ekklësia significa uma assembléia, uma reunião de pessoas convocadas. A sua própria etimologia composta de ek (trazer para fora) + klësia de kaleö (chamar) demonstra esse conceito, colocando-a como uma assembléia instituída. O NDITNT fala da palavra no uso secular: “ela é confirmada de Eur. e Hdt por volta do século V a.C. e denota no tempo antigo a assembléia popular do bons cidadãos da cidade”. No VT ela substitui a palavra hebraica qahal que denota também assembléia institucionalizada. Tanto o conceito secular como do VT denotavam uma assembléia institucionalizada porque implicava cidadania e reunião solene.

Quando os apóstolos usaram a palavra ekklësia, eles eram conscientes que se tratava de uma assembléia de caráter institucionalizada. Podemos perceber nas seguintes passagens:

Mt 16:18-19 18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; 19 E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Nesse texto, Jesus fala de sua igreja e demonstra que ela está edificada sobre a Petra (rocha), Cristo, juntamente com outras pedras Petros (pedra), pois são os apóstolos e profetas, como afirmou Paulo aos Ef 2.20, que a igreja está alicerçada, tendo Cristo como rocha. Da mesma forma, Jesus demonstra a sua institucionalização quando afirma que o que Pedro ligar na terra, teria sido ligado no céu e o que ele desligasse teria sido desligado no céu. Jesus estava demonstrando a autoridade apostólica, pois ele repete essa expressão quando fala da disciplina na igreja (Mt 18.17,18).

Outro texto está também em Mateus quando Jesus fala sobre a disciplina.

Mt 18:15-20 15 Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. 17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. 18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus. 19 Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. 20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
Notemos que Jesus não negou que na igreja houvesse problema, fraqueza, hipocrisia e até uma pessoa que tenha que ser considerada gentia. Jesus, ao contrário destes líderes, valorizava a igreja, mesmo reconhecendo a sua fragilidade. Nesse texto está tão claro a sua institucionalização que se duvida de qualquer outra coisa menos disso. Jesus trata de um problema de um irmão e ensina que seja confrontado; caso ele não aceite, leve duas pessoas. Se isso não resolver, Jesus fala que se deve falar à igreja. Jesus estava demonstrando o valor da igreja e a sua autoridade institucionalizada.

Nos Atos dos Apóstolos a igreja é demonstrada como uma instituição. Notemos que ela tem um grupo de liderança, os apóstolos de Cristo, a quem a igreja reconhecia a sua autoridade, prestava contas e tratava de assuntos doutrinários (At 4.34,35; 8.14; 9.15; 15.2-6). Esses apóstolos elegeram diáconos, presbíteros e reconhecia-os nas igrejas (At 6.5,6; 14.22,23). Diante de todos esses textos, não se pode ter dúvida sobre a institucionalização da igreja.

O que dizer de Paulo e dos demais apóstolos?

Foi Paulo que afirmou que o Senhor concedeu alguns para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres para a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11,12). Paulo começou afirmando que existe uma só fé e chega ao ápice da igreja local onde estamos submissos aprendendo em amor com os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres; mesmo entendendo que os apóstolos e profetas terminaram em Paulo e ficaram somente seus ensinamentos como Palavra de Deus (Ef 2.30; 3.5).

Paulo mesmo fala da ceia e da necessidade de discernir o corpo de Cristo, demonstrando a sua definição e instituição. No texto de 1Co 11.22 Paulo faz uma diferença clara e inteligível entre as casas dos irmãos e a igreja de Deus institucionalizada. Ele escreveu:

1 Co 11:22 22 Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo.
Paulo ensina no contexto da Ceia do Senhor que a igreja é um lugar onde se deve celebrar a ceia do Senhor em comunhão debaixo da autoridade dos bispos e presbíteros. Isso é uma clara declaração de Paulo da igreja como instituição.

O próprio Paulo usou metáforas que levam a igreja como uma instituição, pois ele chamou a igreja de “Lavoura de Deus e Edifício de Deus” (1Co 3.9). Todas essas metáforas exigem leis e projetos em profunda unidade. Não existe edifício com um tijolo e nem lavoura com uma planta só.

Tiago é o que mais revela a igreja de uma forma institucionalizada, pois ele fala das reuniões em sinagogas dos cristãos convertidos do judaísmo. Fala que se devem chamar os presbíteros da igreja para orar pelos enfermos ungindo-os com óleo (Tg 2.1,2; 5.13-15).

Já no caso do apóstolo João, ele ensina nas suas epístolas que a igreja é algo definido. João demonstra que a igreja não é um ajuntamento informe, ecumênico (como defendem os ecumenistas) e que ninguém sabe quem faz parte dela. Notem o que João ensinou:
1 John 2:19 19 Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.
João ensina uma profunda definição da igreja, pois eles saíram do nosso meio e que aqueles que saíram não eram dos nossos. A igreja não pode ser considerada um lugar indefinido, mas um lugar que é reconhecido e só pode acontecer isso sendo uma instituição.

3. Problemas na Igreja

Um dos argumentos desses líderes é que a igreja está muito decadente. Na verdade, existem muitos escândalos, muitos aproveitadores do Evangelho. A Teologia da Prosperidade fez igrejas e denominações verdadeiros shoppings da fé, onde se escolhe comprar o que deseja e o que se precisa. Precisamos admitir que tudo isso é verdade e que realmente o Evangelho se tornou um produto. Cada vez mais Jesus está saindo do centro para Mamon. Porém, isso não anula a igreja de Cristo institucionalizada. Tanto Jesus como todos os apóstolos reconheceram que a igreja teria problemas, escândalos, mercadores do Evangelho e hereges sem diferença nenhuma de hoje. Talvez até pior que nos dias atuais.

Quando Jesus fala da igreja e evidencia aquele que poderia ser considerado um gentio, Jesus está reconhecendo um problema na sua igreja que ela teria que tratar, assim também como a falta de perdão, onde ele trata no mesmo capítulo de MT 18.

Paulo escreveu à igreja de Corinto que tinha divisões, um caso de incesto que ele disse que nem entre os gentios havia; profunda insensibilidade em relação à ceia do Senhor e profundas heresias como erros doutrinários sobre a ressurreição dos mortos (1Co 1.11; 5.1; 11, 15). Essa igreja Paulo chamou de “igreja de Deus, santificados em Cristo Jesus e chamados para ser santos” (1Co 1.2). Como alguém ousa chamar menos do que isso? Na igreja sempre haverá aqueles que se aproveitarão do Evangelho para tirar vantagens. Os apóstolos falaram sobre isso:

2 Co 2:17 - Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.
Mas mesmo assim, Paulo não ousa dizer que a igreja de corinto era um clube ou tenha perdido a esperança nesta igreja, ou ofereça um grupo alternativo “espiritual” para os que não davam problemas, como os da casa de Cloe que lhe trouxeram as notícias da igreja. Paulo não fez isso porque sabia sobre a doutrina da igreja, pois somente alguém que é deficiente em análise bíblica nessa área ou não tenha toda a Bíblia como inspirada por Deus não veria as muitas bases bíblicas sobre a igreja de Cristo como instituição.

Pedro e Judas também falam dos líderes que eram aproveitadores, que eram interesseiros e que andavam segundo as suas paixões (2Pe 3.3; Jd 1.16). Em nenhum momento Pedro e Judas dão outro grupo para os irmãos destinatários das suas epístolas.

O que falar do Apocalipse? Esse livro esclarecerá muito porque Jesus escreve a sete igrejas da Ásia. Jesus, ao escrever a essas igrejas, não deixou de mostrar os sérios problemas dentro dela a ponto dele querer tirar o castiçal da igreja de Éfeso e de vomitar a igreja de Laudiceia. Todas as igrejas eram formadas de defeitos, mas no meio de todas elas estava o próprio Jesus, pois ele é aquele que anda no meio dos sete castiçais de ouro, que são as sete igrejas – símbolo da igreja universal.

Essa igreja cheia de problemas e defeitos, com perigo de falsos apóstolos, que se envolvia com a doutrina dos Nicolaitas e com a doutrina de Balaão, que era autossuficiente e não definida João a viu como “Noiva e esposa do Cordeiro”; a “a Jerusalém que descia do céu” (Ap 21.9,10).

Conclusão:

Geralmente, os ataques à igreja são fruto de uma fraca base nas Escrituras e geralmente se cai em profunda contradição, pois ao preterir a igreja como instituição e dar como alternativa outro grupo cai-se em vários erros: o primeiro é o da soberba, pois acha-se que aquele grupo é melhor que os demais. Cai no mesmo erro dos coríntios. Só que hoje é grupo de Caio Fábio, já outros que se acham mais espirituais dizem que "são de Cristo" e não têm igreja nenhuma. Segundo, cai no erro da insensibilidade porque quando se faz essa análise, fala-se de cima de um pedestal como se fosse um deus e os demais são salteadores e ladrões.

Na história dos avivamentos Deus sempre agiu na igreja como instituição unindo, movendo líderes e membros a uma maior comunhão com Deus para seu serviço e missão. Quando não acreditamos na igreja, perdemos de vista a necessidade de um avivamento nessa igreja que Jesus comprou com o seu próprio sangue.

Portanto, o grande problema dessa falsa compreensão é que não se busca um avivamento. Busca-se a solução de uma forma errada, buscando outro grupo desqualificando os demais. Porém, precisamos perceber o problema e juntos admitirmos que precisamos de um avivamento e juntos orarmos confessando nossos pecados confiando na promessa de que “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).

15 comentários:

  1. Olá Francisco!

    Bom ver alguém defendendo o ponto de vista de forma racional e estruturada. Creio que a denominação não salva, mas acima de tudo Deus nos chama a particar um culto racional.
    Deus realmente não precisa da instituição, mas nós como humanos limitados se não possuirmos organização e mecanismo de transparência e acompanhamento, pois são muitos recursos empregados e vão além do dinheiro em si, realmente temos dificuldade em fazer as coisas acontecerem.

    Deixo aqui um abraço e minhas congratulações como incentivo pelo ensaio e para que continue de forma tão lúcida a sua caminhada na fé.

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  2. Caro Francisco, percebo as suas preocupações doutrinárias e sei que elas são válidas com relação à necessidade humana e divina ao ajuntamento. Mas parece que está misturando alhos com bugalhos.

    Ora, o nosso epicentro é, e sempre será, Cristo, sem carregar nada que seja fardo pesado, pois o de Cristo é leve. Tenho acompanhado os pensamentos do Caio, assim como o Caminho da Graça, onde foi gerados amigos e irmãos. Sei que tudo na história humana desemboca, para o seu fortalecimento, na institucionalização. O que percebo é que o Caio defende, e não ataca, é a Igreja de Cristo como corpo do amor e da graça de Deus, que acaba sendo esquecida ou podada em favor ou merecimento da instituição-conjunto-de-regras-e-dogmas-irrepreensíveis.

    Sou de origem metodista e sei o quanto o institucionalismo muitas vezes vem para podar ações simples, como por exemplo, servir uma sopa ou pregar em sua casa para os seus vizinhos sem levar a 'marca', a formatação explícita de uma instituição através de um pastor. A questão do Caio é de quando o que está institucionalizado se torna mais significante do que apenas ser instituição, ou congregação, ou assembléia.

    Da maneira que você colocou, o Caio está contra qualquer ordem ou ritual, mas ele não é assim, basta acompanhá-lo. Tudo ocorre com descência e ordem. Quem é presbítero é presbítero por instituição... de Deus! O será porque está nele, não porque foi condecorado a tal função. Assim os profetas, os evangelistas... E no chamado Caminho da Graça também existem os que dão problema... isso é natural na história humana e não seria diferente na igreja, como você bem colocou.

    Quanto à hermenêutica, se você não considera Cristo como chave para se ler a bíblia toda, isso é um grande equívoco. Ora, como consideraremos o dízimo em detrimento da violação dos alimentos impuros ou da purificação para os dias santos?

    Enfim, o que se institucionaliza no meio religioso é o lugar de adoração, de culto, onde tudo acontece NAQUELE LUGAR, sendo que o que é igreja institucionalizada é e nada mais do que pessoas reunidas para celebrar a ceia do Senhor e praticar a misericórdia, enfrentando problemas, aflições, perseguições, mas SENDO igreja.

    Aproveite para ler as cartas anexas em resposta às colocações do pastor Ariovaldo Ramos, ao qual adimiro muito. Leia tudo, para entender melhor:
    http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=04402

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  3. Resposta a Filipe - 1

    [“Caro Francisco, percebo as suas preocupações doutrinárias e sei que elas são válidas com relação à necessidade humana e divina ao ajuntamento. Mas parece que está misturando alhos com bugalhos.

    Ora, o nosso epicentro é, e sempre será, Cristo, sem carregar nada que seja fardo pesado, pois o de Cristo é leve. Tenho acompanhado os pensamentos do Caio, assim como o Caminho da Graça, onde foi gerados amigos e irmãos. Sei que tudo na história humana desemboca, para o seu fortalecimento, na institucionalização. O que percebo é que o Caio defende, e não ataca, é a Igreja de Cristo como corpo do amor e da graça de Deus, que acaba sendo esquecida ou podada em favor ou merecimento da instituição-conjunto-de-regras-e-dogmas-irrepreensíveis.”]


    Caro Filipe, gostaria de ser sincero em responder-lhe seu post. Caio Fábio é uma pessoa admirável pela sua sinceridade e inteligência, mas muito deficiente em hermenêutica e teologia e, principalmente, em exegese. Todos os que o acompanham são da mesma forma. Talvez por isso que o acompanham. Mais grave que isso: estão cegos aos princípios e doutrinas claras da Bíblia, porque depois de toda essa exposição do meu ensaio, você vem ainda com essas palavras infantis e simplistas sem nenhuma refutação aos textos apresentados. Eu só posso ter a seguinte conclusão: Você não leu o texto que escrevi (prefiro essa opção), ou você tem dificuldade de entendimento ou você pensa que somos conforme as pessoas do Caminho da Graça que engole “Blá, Blá, Blá” sem base nas Escrituras. Isso apenas confirma a total pobreza em Bíblia dessa IGREJA (sim, porque é uma igreja) ou do “grupo Eu sou de Caio Fábio”. Não estou confundindo alhos com bugalhos, mas tentando mostrar que vocês que estão querendo fazer da doutrina da igreja um bugalho.

    Gostaria de responder-lhe por partes:

    Vocês tratam os outros como fora-da-leis, mas vocês são os “espirituais”. O lugar onde o “Caio fez muitos amigos e irmãos”, lá existe pura harmonia. Quanto às demais igrejas, são o fracasso, o lugar de pecado e desarmonia. Precisamos pensar que a falta de harmonia em si dentro não desqualifica a igreja institucionalizada. A prova disso é a igreja de Corinto e as demais igrejas do NT, que estavam em profunda divisão, mas eram igrejas institucionalizadas, pois foram tratadas como tal pelos apóstolos.

    Você fala em fardo pesado. O problema é identificar esse fardo e é isso que vocês erram por causa da pobre hermenêutica e conhecimento teológico. O que seria o fardo pesado? Quando Jesus falou em fardo pesado em Mt 11.30 é no sentido do fardo da Lei sem a graça de Deus que traz um peso insuportável. Esse texto não é alvará para usar para os princípios de Deus verdadeiramente revelados. Jesus falou princípios aos discípulos que trouxe profunda admiração e desânimo. Principalmente, quando falou do divórcio e do casamento. Na verdade, vocês chamam de jugo pesado o que a Bíblia ensinou sobre o casamento e o divórcio e dão frouxidão ao que Deus proibiu e dificultou nas Escrituras. Vocês, por causa de um baixo conhecimento de Hermenêutica, estão interpretando mal essa passagem do fardo e levando outras pessoas a errarem por causa disso. Isso vocês vão prestar contas perante a Deus (Mt 5.19)

    Você disse que o Caio não ataca a igreja? Olha de que ele chamou a igreja [http://www.caiofabiofilho.com.br/2009/conteudo.asp?codigo=03115]: “Povo da mentira”; “A ‘igreja’ é uma ‘Serra Pelada’ que ficou pelada mesmo!”; “logo descobre que a Associação Banco do Brasil ainda é melhor pra freqüentar”; “Clube de Deus”; “Brega Disney de Deus”; “patota do engano”. Como alguém pode falar isso da igreja? Nem Jesus e nem Paulo tiveram a ousadia de falar isso da igreja ao escrever as suas cartas. Como Caio Fábio falaria? Só tem uma resposta – soberba e erro doutrinário.

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  4. Resposta a Filipe - 2

    [“Sou de origem metodista e sei o quanto o institucionalismo muitas vezes vem para podar ações simples, como por exemplo, servir uma sopa ou pregar em sua casa para os seus vizinhos sem levar a 'marca', a formatação explícita de uma instituição através de um pastor. A questão do Caio é de quando o que está institucionalizado se torna mais significante do que apenas ser instituição, ou congregação, ou assembléia.”]

    Se a instituição poda ações simples é um problema local que já foi previsto por Jesus e os apóstolos. Leia o livro de Atos. É um livro da Bíblia muito interessante. Você vai gostar. Lá você vai ver problemas na distribuição das viúvas e outros. Não é razão para chamar de clube da Disney como Caio Fábio chamou. Vocês caem no 2º erro que eu escrevi. A insensibilidade, pois não notam que a instituição de vocês está mais significante que ser instituição, tanto que vocês se acham os espirituais. Claro, e não são.

    [“Da maneira que você colocou, o Caio está contra qualquer ordem ou ritual, mas ele não é assim, basta acompanhá-lo. Tudo ocorre com descência e ordem. Quem é presbítero é presbítero por instituição... de Deus! O será porque está nele, não porque foi condecorado a tal função. Assim os profetas, os evangelistas... E no chamado Caminho da Graça também existem os que dão problema... isso é natural na história humana e não seria diferente na igreja, como você bem colocou.”]

    Você se enganou. Eu não disse que Caio está contra qualquer ordem ou ritual ou grupo, porque ele oferece o “grupo Eu sou de Caio Fábio”, caindo em total contradição. Ele não é contra totalmente porque ele tem o próprio grupo dele que aconselha as pessoas a irem; mas ele demonstra que a igreja está completamente inviável, exceto para o “Grupo Eu sou de Caio Fábio”.

    [“Quanto à hermenêutica, se você não considera Cristo como chave para se ler a bíblia toda, isso é um grande equívoco. Ora, como consideraremos o dízimo em detrimento da violação dos alimentos impuros ou da purificação para os dias santos?”]

    Vocês caem num forte engano. Se você está afirmando Cristo dando a entender que devemos interpretar a Bíblia tendo somente como base os quatro Evangelhos (que acho que é isso que Caio faz), isso é um erro grave de hermenêutica, porque o que temos das Palavras de Jesus Cristo estão somente nos quatro Evangelhos. Se a Hermenêutica de Caio Fábio é relacionada somente aos Evangelhos ele erra, porque TODA ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS. A Bíblia precisa se harmonizar no todo, não somente nos Evangelhos. Se fosse para termos somente os Evangelhos, Deus não teriam inspirado os apóstolos e profetas e chamado Paulo a escrever as suas importantes cartas. O próprio Jesus nos aconselha a examinar o VT, principalmente quando afirmou: João 5:39 “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

    Agora, se Cristo for o tema como o Mitter teológico da Hermenêutica, isso está correto, pois toda a Bíblia tem como tema Cristo e sua obra; mas para isso, precisamos não somente dos Evangelhos, mas de toda a Bíblia.

    De qualquer forma, observem pelo menos o que Cristo falou da igreja institucionalizada, pois já de bom tamanho. O problema é que vocês estão sem conteúdo de Bíblia e seguem cegamente as palavras de Caio Fábio, sim, apenas palavras de Caio Fábio.

    Mais uma vez, acho que não leu meu texto. Somente podemos dizer que uma prática foi somente para o VT se o NT ensinar isso claramente. No caso dos alimentos impuros e dias santos, o NT ensina claramente que se cumpriram em Cristo (Mc 7.18-23 Mt 11.28-30; Cl 2.16,17). No caso do dízimo eu desafio a você achar um só texto no NT que demonstra que o dízimo era somente para o NT. Ao contrário, Paulo afirma que os que vivem do altar, comam do altar e quem comia do altar eram os sacerdotes com o dízimo (1Co 9.13).

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  5. Resposta a Filipe - 3

    [“Enfim, o que se institucionaliza no meio religioso é o lugar de adoração, de culto, onde tudo acontece NAQUELE LUGAR, sendo que o que é igreja institucionalizada é e nada mais do que pessoas reunidas para celebrar a ceia do Senhor e praticar a misericórdia, enfrentando problemas, aflições, perseguições, mas SENDO igreja.”]

    O que significa esse seu “SENDO igreja”? É não ter problemas? É não ter amor? É uso indevido dos dons? É mercadejar a Palavra de Deus? Meu irmão, tudo isso existe na igreja e sempre vai existir até a volta de Jesus. O que Paulo escreveu às igrejas de Corinto, Gálatas e Tessalonicenses demonstram que a igreja é isso. Quer dizer que aqueles que são igreja são somente o “grupo dos Eu sou de Caio”?

    [“Aproveite para ler as cartas anexas em resposta às colocações do pastor Ariovaldo Ramos, ao qual adimiro muito. Leia tudo, para entender melhor:
    http://www.caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=04402”]

    Li e fiquei mais triste ainda com o simplismo e a pobreza de Bíblia. Na verdade não respondeu absolutamente nada. Concordo com o Ariovaldo Ramos. O grupo está em torno de uma só pessoa. O que vocês criticam do Edir Macedo está da mesma forma, se não pior. Uma pessoa está no centro e as demais igrejas estão fora e já falidas. Isso é perigo e espero em Deus que não seja mais grave que quando estava nessa igreja que ele tanto despreza.

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  6. Caro Francisco, aqui quem escreve é o irmão de palavras simplistas e infantis. 'Filipe' para ti, Felipe para os outros. Com toda a calma, que não te coube, quero responder com toda a simplicidade e infantibilidade que me cabe.

    Graças a Deus que, mesmo eu estando no último lugar da fila dos esclarecidos, diante do Nosso Pai temos a mesma alegria de vivermos juntos no Reino. Irmãos!

    Pois bem, li sim o seu texto, li as passagens relacionadas e não discordei de muita coisa apresentada. Respondi, ou melhor, comentei a minha opinião, sem me preocupar em refutar as suas colocações, não era essa a minha intensão, afinal não estamos num seminário, estamos no ambiente interativo da internet, certo?

    Em sua ardil tarefa de pontuar parágrafo por parágrafo o que eu escrevi, percebi que você me colocou como o mais ardente defensor do Caio Fábio, como se ele fosse infalível, o meu Papa. Desculpe, ele não é isso pra mim. Aliás, acompanhar os seus pensamentos e conhecer um grupo do Caminho da Graça, que não é lá onde está o Caio Fábio, me fez um participante soberbo do grupo dos esnobes. E a partir daí você só tratou de responder a "vocês", tudo na ambiência do Caminho da Graça e não do 'Filipe'. Aí, EU junto com ELES, pass'amos' a defender o divórcio, fato que nem estava em pauta, mas parece que isso te atormenta deveras, pois você só levantou ESSE fato como o grande vilão da questão fardo leve-pesado. Lendo Mt 5 inteiro vemos que o negócio é mais embaixo... Nem ao menos disse se participava de alguma igreja institucionalizada, só disse que já tinha estado num grupo do Caminho, mas essa mania precipitada de interpretar...

    Uma coisa: você diz na sua resposta a mim que o dízimo é ligado somente ao NT... eu é que o desafio a provar isso!! Rsrs (sério, sei que você errou a a sigla, relaxa). Bem, o novo testamento não levanta nada quanto a levar partes da lei no corpo e nem assim carregamos elas penduradas por aí. Você acha que se o dízimo fosse mantido a nós gentios, Paulo que escreveu a tantas igrejas não trataria irremediavelmente sobre o assunto? Ainda mais sabendo que o dinheiro é a raiz de todos os males (1 Tm 6.10)! Aliás, o texto que você citou em Coríntios era só um exemplo de Paulo para que vivamos segundo o Evangelho, pois afinal, nem eu nem você somos sacerdótes do templo de Jerusalém, certo? Mas isso não nos exime de ofertar, que é base da vida cristã, que dá muito além do dízimo em prol do próximo.

    Amigo, sou cristão, amo a Jesus Cristo, sigo a Jesus Cristo e reconheço que Ele é o centro da bíblia, como você mesmo disse. A questão que levantei e que você não comentou em sua resposta é a institucionalização banal e que se vê muito por aí, como os que se preocupam com homens com diplomas e academicismos, em relação à instituição com homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo, como diz lá em Atos 6.3 (livro que li sim, por muitas vezes).

    Em tempo: não sou caiofabista, não fico lendo Caio Fabio 24h, li poucos livros dele, aliás o último livro que li foi um excelente livro do pastor batista Ed René Kivitz sobre o Eclesiastes. Gosto do Caio, assim como do Ariovaldo, do Ed, do Carlos Queiroz, entre muitos outros. Mas gosto mesmo é da Palavra e sei que por ela sou confrontado e por ela sou tratado. Sim, a Palavra de Deus, que fala aos simplices como eu, mas também aos letrados como você. Que o Espírito Santo encha-nos dela e somente dela, para que não sejamos levados por nenhum vento de doutrina.

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  7. Resposta a felipe - 1

    Caro Felipe, eu coloco os seus textos para uma maior interação do leitor e para não haver nenhum mal entendido.

    [“Caro Francisco, aqui quem escreve é o irmão de palavras simplistas e infantis. 'Filipe' para ti, Felipe para os outros. Com toda a calma, que não te coube, quero responder com toda a simplicidade e infantibilidade que me cabe.”]

    Caro Felipe (dessa vez eu acerto seu nome), eu espero que as nossas divergências não sejam levadas para o lado pessoal, pois quem fala aqui é “quem confunde alho com bugalhos” para você. Eu disse que você era simplista e infantil nas suas declarações e continuo achando, pois vou mostrar isso. Somos parecidos na forma de expressar. Eu me expresso com sinceridade, de uma forma contundente, você de uma forma irônica e sutil; mas fique tranqüilo. Eu entendo que é a sua forma de ser.

    Em nenhum lugar do meu texto eu disse que não era seu irmão ou não iríamos viver juntos no Reino. Por outro lado gostei que tivesse escrito que somos irmãos porque não existe irmandade sem uma instituição. Caso contrário você não é meu irmão porque os discípulos de Cristo são iniciados pelo batismo na igreja, isto é, aqueles que crêem (Mt 28.18).

    [“Graças a Deus que, mesmo eu estando no último lugar da fila dos esclarecidos, diante do Nosso Pai temos a mesma alegria de vivermos juntos no Reino. Irmãos!

    Pois bem, li sim o seu texto, li as passagens relacionadas e não discordei de muita coisa apresentada. Respondi, ou melhor, comentei a minha opinião, sem me preocupar em refutar as suas colocações, não era essa a minha intensão, afinal não estamos num seminário, estamos no ambiente interativo da internet, certo?”]

    Você disse que leu meu texto, mas parece que não leu porque disse que eu estava confundindo alho com bugalhos e veio defender a Hermenêutica caiofabiana. O grande problema de Caio Fábio e vocês que o seguem é esse: Vocês não levam em conta o seminário. Por causa disso, cometem esses erros grotescos de hermenêutica e exegese. Em qualquer lugar, irmão, se falarmos em Bíblia, precisamos de princípios, sejam hermenêuticos, sejam exegéticos. O problema dessa comunidade do Caminho é que só tem “blá, blá, blá” e nada de bíblia. Só tem trocadilhos de palavras, pensamentos bem formulados; mas pobres de Bíblias. Por isso não me impressiona.

    Porém, quero dizer que a minha “intensão” (sic.) foi exatamente que num ambiente de internet mostrasse o engano e a incoerência desse grupo, pois as interpretações e ideias estão exatamente no site de Caio Fábio de uma forma interativa na internet.

    [“Em sua ardil tarefa de pontuar parágrafo por parágrafo o que eu escrevi, percebi que você me colocou como o mais ardente defensor do Caio Fábio, como se ele fosse infalível, o meu Papa. Desculpe, ele não é isso pra mim. Aliás, acompanhar os seus pensamentos e conhecer um grupo do Caminho da Graça, que não é lá onde está o Caio Fábio, me fez um participante soberbo do grupo dos esnobes. E a partir daí você só tratou de responder a "vocês", tudo na”]

    Se Caio Fábio não é o seu papa, como seria se ele fosse? Porque você veio com o mesmo “bla, bla, bla” sem conteúdo de bíblia e com a mesma distorção hermenêutica de Caio Fábio. Você não se manifestou como alguém neutro. Quem ler seu texto pode atestar isso de uma forma clara.

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  8. Resposta ao Felipe - 2

    [“ambiência do Caminho da Graça e não do 'Filipe'. Aí, EU junto com ELES, pass'amos' a defender o divórcio, fato que nem estava em pauta, mas parece que isso te atormenta deveras, pois você só levantou ESSE fato como o grande vilão da questão fardo leve-pesado. Lendo Mt 5 inteiro vemos que o negócio é mais embaixo... Nem ao menos disse se participava de alguma igreja institucionalizada, só disse que já tinha estado num grupo do Caminho, mas essa mania precipitada de interpretar...”]

    O divórcio é o tema principal dos assuntos e cartas tratados no site de Caio Fábio. O motivo de eu tocar nesse tema é porque é uma realidade. O divórcio não me atormenta. Está enganado, amigo, mas quem sabe os líderes do Caminho. Que acha?

    É assim que você interpreta um texto? “Lendo Mt 5 inteiro vemos que o negócio é mais embaixo...”. Essa é a sua exegese? Por isso que continuo achando que vocês são simplistas e infantis (com todo o respeito, amigo) e pobres de Bíblia.

    [“Uma coisa: você diz na sua resposta a mim que o dízimo é ligado somente ao NT... eu é que o desafio a provar isso!! Rsrs (sério, sei que você errou a a sigla, relaxa). Bem, o novo testamento não levanta nada quanto a levar partes da lei no corpo e nem assim carregamos elas penduradas por aí. Você acha que se o dízimo fosse mantido a nós gentios, Paulo que escreveu a tantas igrejas não trataria irremediavelmente sobre o assunto? Ainda mais sabendo que o dinheiro é a raiz de todos os males (1 Tm 6.10)! Aliás, o texto que você citou em Coríntios era só um exemplo de Paulo para que vivamos segundo o Evangelho, pois afinal, nem eu nem você somos sacerdótes do templo de Jerusalém, certo? Mas isso não nos exime de ofertar, que é base da vida cristã, que dá muito além do dízimo em prol do próximo.”]

    Irmão, o NT interpreta o VT. As leis cerimoniais e civis de Israel se cumpriram em Cristo. Paulo ensinou isso aos Colossences quando disse que ninguém vos julgue por causa de comida (lei civil), lua nova e sábados (lei cerimonial) porque tudo isso tem sido sombra (Cl 2.16,17). O caso de levar utensílios da Lei é uma lei civil de Israel. Diferente do dízimo. Antes da lei, a Escritura já demonstra o dízimo quando Abraão pagou na pessoa de Melquisedeque (Hb 7) e Paulo demonstra a importância do dízimo com o texto que explanei que você não entendeu ou não leu. Quando Paulo usou o texto em Corintios, ele usou exatamente o exemplo do sacerdote para falar do dízimo. Claro que não somos sacerdotes do templo. Concordo com você, embora que todos somos sacerdotes reais em Cristo. No entanto, isso evidencia mais ainda que Paulo queria exatamente falar era do dízimo, pois os sacerdotes viviam do dízimo. Realmente o amor ao dinheiro é a raiz de todos os mares, mas quando é usado para uso próprio. O dízimo é uma dádiva para Deus como falou Malaquias (espere um texto que farei sobre o dízimo).

    [“Amigo, sou cristão, amo a Jesus Cristo, sigo a Jesus Cristo e reconheço que Ele é o centro da bíblia, como você mesmo disse. A questão que levantei e que você não comentou em sua resposta é a institucionalização banal e que se vê muito por aí, como os que se preocupam com homens com diplomas e academicismos, em relação à instituição com homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo, como diz lá em Atos 6.3 (livro que li sim, por muitas vezes).”]

    Mais uma vez, irmão, você coloca o grupo do Eu sou de Caio como o melhor. Note como falou: os que se preocupam com o academicismo em relação à instituição com homens de boa reputação, cheios do Espírito. Eu imagino que queira falar o grupo de Caio Fábio, não é? Se não foi o que você quis falar, por que escreveu isso? Porque o que escrevi do começo ao fim foi que a igreja sempre terá problemas e isso não tem nada a ver com homens de boa reputação ou não. Mesmo assim, não dá para chamar de Disney os demais ou que os outros não são cheios do Espírito Santo.

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  9. Resposta ao Felipe - 3

    [“Em tempo: não sou caiofabista, não fico lendo Caio Fabio 24h, li poucos livros dele, aliás o último livro que li foi um excelente livro do pastor batista Ed René Kivitz sobre o Eclesiastes. Gosto do Caio, assim como do Ariovaldo, do Ed, do Carlos Queiroz, entre muitos outros. Mas gosto mesmo é da Palavra e sei que por ela sou confrontado e por ela sou tratado. Sim, a Palavra de Deus, que fala aos simplices como eu, mas também aos letrados como você. Que o Espírito Santo encha-nos dela e somente dela, para que não sejamos levados por nenhum vento de doutrina.”]

    Já vi debates de adeptos que morrem por Caio Fábio e afirmam a mesma coisa. Os caiofabianos são como alguém viciado em cigarro. A pessoa nunca reconhece que é viciada, mas fuma todo dia, defende o cigarro e acha que quem não fuma está perdendo tempo. Quem é caiofabiano não admite, mas pensa como ele, como foi demonstrado quando você falou da Hermenêutica truncada Marciana dos evangelhos, defende-o a todo custo e segue seus pensamentos como está fazendo do dízimo.

    Portanto, irmão, exatamente pelo irmão ser um caiofabiano, deve ser mais humilde e saber que bla, bla, bla não se sustenta diante do martelo das Escrituras.

    Um abraço, irmão.

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  10. Paz do Senhor,

    Parabéns, pelo seu trabalho neste blog. Que Deus em Cristo Jesus continue lhe abençoando poderosamente.

    Estou seguindo o vosso blog.

    Aproveito pra lhe convidar a visitar meu blog também. Avivamento pela Palavra é um blog voltado aos amantes da Bíblia sagrada como Verdade Absoluta e que só através Dela seremos mais crentes e mais cheios do Espirito Santo. Comente, pois seus comentários são muito importante para mim poder estar sempre em melhorias no meu blog.

    http://www.alexandrepitante.blogspot.com/

    Siga-nos também.

    Fica com Deus.
    Abraço em Cristo, Alexandre Pitante.

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  11. Caro Alexandre, obrigado pelas palavras e seguirei sim seu blog.

    Um abraço.

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  12. Igreja de Cristo!!



    As referências das quais falamos sobre a imaculada Igreja de Cristo, são feitas com base bíblica, e, estamos nos referindo a noiva do Cordeiro, a Igreja santa, orgânica, pura, sem paredes, a qual foi agraciada pelo Filho de Deus em Mateus 16.18, a "universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus" [Hebreus 12];


    Porquanto a Bíblia afirma que a Igreja de Cristo são pessoas não locais com nome de “igreja”...
    ... portanto, quando falamos da "Igreja de Cristo" não falamos da denominação evangélica Igreja de Cristo no Brasil ou igreja de Cristo, que teve início em Mossoró; no ano de 1932 por membros oriundos da Assembléia de Deus, por discrepância doutrinária.

    Exponencial importância: A TEOLOGIA nada mais é que, estudos que os homens elaboram, criam, estabelecem por vontade própria daquilo do que eles acham quem seja e qual seja a vontade de Deus, e, portanto, não é propriamente o que seja a Verdade sobre o Criador!!
    .

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  13. na realidade o que vcs chamam de igreja nada mais são do que denominações da religião protestante coisa criadas por homems o pro jesus disse que do templo não restaria pedra sobre pedra. ele simplesmente disse: ide por todo mundo e pregai o meu evangelho ou seja que jesus disse: contruireis "igrejas para e adorar"..
    eu no seu lugar meu amigo teria vergonha de dizer que era teologo.
    e lave sua boca pra falar do REV. CAIO FÁBIO viu.
    crie vergonha na sua cara.
    o que vc tem feito pela obra de DEUS.
    contruido predios e os chamado de igreja..
    o povo não é burro não e ta acordando dessa seita que vcs chamam de igreja local.
    mas sei que vc não publicar esse comentario pois é um covarde e e gentinha do seu tipo te conheço muito.
    vc não passa de um farizeu que impede os dicipulos de Jesus pregar.

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  14. Falar do Caio é Facil dificil é ser ele.
    Fariseu..

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  15. Anônimo,

    Fiz questão de colocar seus posts para que todos saibam quem é você - uma pessoa idólatra de homens.

    Quanto ao que falou sobre a Igreja baseada em Hebreus, esqueceu que Jesus falou da disciplina em Mateus 18; Paulo falou de diáconos, presbíteros. A igreja é universal, mas Jesus a instituiu aqui na terra.

    Estude e vá para a EBD

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