Nesses últimos anos a igreja de Cristo como instituição tem recebido fortes críticas. A razão é devido aos muitos escândalos e à profunda mercantilização do Evangelho vindo da Teologia da Prosperidade.
Os ataques já vinham sendo feito em poucas medidas por alguns líderes, mas nesses últimos anos, os ataques vêm sendo feitos por muitos pastores descontentes com a atual situação da igreja. Dentre esses, o principal crítico da igreja institucionalizada é o Pr. Caio Fábio.
O Pr. Caio Fábio, em seu site e programas, declara a falência desta igreja. Aproveitando as muitas pessoas feridas na igreja, enfraquecidas e carentes de doutrina da eclesiologia mais consistente, ele aconselha essas pessoas a perder de vista a igreja institucionalizada, porém, com muita incoerência e contradição, ele encaminha essas pessoas a um determinado grupo a quem ele chama de “pessoas de Deus”. O que impressiona que esses pastores falam como estivessem fora. Esquecem que eles fizeram ou fazem parte do problema dela. Como alguém pode falar mal da igreja se é parte do problema dela? Como posso desqualificar a igreja se eu fui um problema para essa igreja?
Partindo disso, pode-se ver o Pr. Caio Fábio desestimulando a dar o dízimo e desafiando a qualquer um que o prove a validade deste. Muitas pessoas incautas e fracas doutrinariamente têm acompanhado seus ensinamentos e aprendido de sua cartilha sem perceber que isso é prejudicial à fé cristã e não percebem o que a Bíblia ensina sobre a sua igreja. Portanto, o meu objetivo nesse ensaio é analisar a hermenêutica desses pastores, o que diz a Bíblia sobre a igreja e o perigo dessa doutrina.
Preciso, antes, fazer algumas observações: primeiro, eu não escrevo como alguém isento de falhas, mas dentro desta igreja que tem falhas e que geme esperando a redenção dos nossos corpos no dia do nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo, não tenho a pretensão de evidenciar qualquer coisa moral dos nomes citados, pois os admiro de coração apesar das minhas fortes críticas ao seu posicionamento à Igreja de Cristo institucionalizada. O meu objetivo é demonstrar o perigo, a incoerência e a profunda falta de análise das Escrituras nessa doutrina.
1. O Problema Hermenêutico
A hermenêutica tem uma influência direta à nossa interpretação da Bíblia. Hermenêutica, que são os princípios de interpretação, pode ser tanto consciente como inconsciente. Toda pessoa que se chegue à Bíblia terá alguns princípios de interpretação, pode ser a mais inculta. Ela pode fazer o uso dela de uma forma acadêmica porque a aprendeu ou pode fazer de uma forma intuitiva. Seja de uma forma ou de outra, vamos às Escrituras com normas de interpretação.
O grande problema da doutrina da igreja é com qual hermenêutica e pressuposto vamos à Bíblia. Por exemplo, existem alguns que acham que a base para a igreja é somente o Novo Testamento. Esses são aqueles não aceitam algumas liturgias como danças, manifestações de louvor alto ou palmas que são claramente demonstrados nos salmos e em outras passagens do VT. Outros, como no caso de Caio Fábio, tem como base praticamente os Evangelhos. Tanto o VT e as cartas de Paulo foram colocados em segundo plano, como um artigo que ele escreveu demonstrando que Paulo poderia ter surtado algumas vezes. Na verdade, à semelhança dos hereges do primeiro século, como Marcion que eliminou o VT, as cartas de Paulo e algumas passagens dos Evangelhos, a Escritura é interpretada por Caio Fábio de uma forma que ele fique confortável diante da doutrina da proibição ao divórcio e a total emancipação da igreja institucionalizada.
O apóstolo Paulo também teve essas dificuldades diante dos falsos mestres em Éfeso. Por causa disso, ele ensinou a Timóteo: TODA ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS E ÚTIL PARA O ENSINO, PARA A REPREENSÃO, PARA A CORREÇÃO, PARA A EDUCAÇÃO NA JUSTIÇA, A FIM DE QUE O HOMEM DE DEUS SEJA PERFEITAMENTE HABILITADO PARA TODA BOA OBRA (2Tm 3.16,17).
Paulo ensinou claramente que não se pode jamais desprezar o VT em qualquer doutrina bíblica, pois Paulo estava em mente, principalmente o VT, pois foi esse que ele usou para basear-se em seus ensinos. Ele afirmou que toda Escritura é útil para fazer-nos aptos para toda boa obra.
Quando excluímos o VT para qualquer doutrina, estamos cometendo um grave erro de Hermenêutica, pois a Bíblia é um todo (VT e NT). Quando se analisa somente uma parte ou despreza a outra, com certeza essa interpretação será deficiente. Existem doutrinas que a base estará sempre no VT como a doutrina da queda, a Lei de Deus e outras. Na verdade, precisamos interpretar o VT diante do NT, mas jamais eliminá-lo em uma interpretação ou dizer que algo foi somente para o VT sem que o NT demonstre tal coisa.
Da mesma forma, não podemos interpretar a Bíblia achando que somente uma parte dela é mais importante que a outra, pois TODA ESCRITURA é inspirada por Deus e toda ela precisa se harmonizar. Por isso, o nosso pressuposto com relação à sua inspiração e inerrância influenciará profundamente a nossa interpretação.
Apesar de que a igreja de Cristo foi edificada por ele (que é o conjunto de judeus e gentios convertidos), a igreja sempre existiu no VT, pois Jesus afirmou que muitos sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó (MT 8.11). Da mesma forma o autor aos Hebreus ensina que os santos do VT são partes da igreja (Hb 12.1;22,23). Não podemos, portanto, jamais, eliminar o VT da doutrina da igreja. Da mesma forma, precisamos analisar como os apóstolos ensinaram sobre a igreja, pois eles tiveram uma percepção inspirada tanto do VT como dos Evangelhos e testemunho dos apóstolos. Partindo disso e levando em conta o que disse Paulo a Timóteo 2Ti 3.16,17 vamos analisar a base bíblica para a igreja e suas objeções.
2. A Base bíblica para a igreja institucionalizada
Em todo VT Deus se volta a um povo e a uma comunidade institucionalizada. Uma comunidade que teria um selo que era a circuncisão, já que teriam que ter um compromisso com as leis civis e cerimoniais e, principalmente com a lei moral, pois a Lei de Moisés incluía as leis morais, cerimoniais e civis (Rm 4.9-16). As promessas dos profetas eram destinadas a um povo ou a uma comunidade. Assim o Senhor falou:
Dt 7:6-7 6 Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. 7 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos,Notem como Pedro escreve semelhantemente falando da Igreja:
1 Pe 2:10 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.
Tanto Deuteronômio como 1Pe afirmam que a igreja é uma comunidade institucionalizada e que Deus a colocou com diretrizes e normas que estão na sua Palavra. Notem como Pedro simplesmente aplica o que está em Ex 19.6:
1 Pe 2:9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Ex 19:5-6 5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.
Portanto, os apóstolos perceberam que o VT ensinava que a igreja era algo institucionalizado e definido como tendo uma forma de iniciação, seja através da circuncisão por causa das leis civis no VT, seja através do batismo no NT, já que não nascemos mais comprometidos com a lei civil (At 2.41; 8.12; 10.48; 18.8; 19.5; Rm 6.4; 1Co 1.13,14; Gl 3.26-28). Todos esses textos demonstram que o batismo demonstrava no NT uma declaração e compromisso com a comunidade local chamada igreja. Por isso que Paulo fala em Gálatas 3.28 que não pode haver diferença entre “judeu, nem grego, escravo, homem ou mulher” porque todos fazem parte de um só povo.
No NT a palavra εκκλησια (ekklësia) (igreja) aparece primeiramente nos Evangelhos. Apesar de que os Evangelhos não foram os primeiros livros a serem escritos no NT, já havia tradições orais em grego dos ditos de Jesus pelos apóstolos antes das primeiras epístolas de Paulo. Portanto a palavra ekklësia foi manifestada pelos apóstolos de Jesus pela primeira vez.
A palavra ekklësia significa uma assembléia, uma reunião de pessoas convocadas. A sua própria etimologia composta de ek (trazer para fora) + klësia de kaleö (chamar) demonstra esse conceito, colocando-a como uma assembléia instituída. O NDITNT fala da palavra no uso secular: “ela é confirmada de Eur. e Hdt por volta do século V a.C. e denota no tempo antigo a assembléia popular do bons cidadãos da cidade”. No VT ela substitui a palavra hebraica qahal que denota também assembléia institucionalizada. Tanto o conceito secular como do VT denotavam uma assembléia institucionalizada porque implicava cidadania e reunião solene.
Quando os apóstolos usaram a palavra ekklësia, eles eram conscientes que se tratava de uma assembléia de caráter institucionalizada. Podemos perceber nas seguintes passagens:
Mt 16:18-19 18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; 19 E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Nesse texto, Jesus fala de sua igreja e demonstra que ela está edificada sobre a Petra (rocha), Cristo, juntamente com outras pedras Petros (pedra), pois são os apóstolos e profetas, como afirmou Paulo aos Ef 2.20, que a igreja está alicerçada, tendo Cristo como rocha. Da mesma forma, Jesus demonstra a sua institucionalização quando afirma que o que Pedro ligar na terra, teria sido ligado no céu e o que ele desligasse teria sido desligado no céu. Jesus estava demonstrando a autoridade apostólica, pois ele repete essa expressão quando fala da disciplina na igreja (Mt 18.17,18).
Outro texto está também em Mateus quando Jesus fala sobre a disciplina.
Mt 18:15-20 15 Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. 17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. 18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus. 19 Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. 20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
Notemos que Jesus não negou que na igreja houvesse problema, fraqueza, hipocrisia e até uma pessoa que tenha que ser considerada gentia. Jesus, ao contrário destes líderes, valorizava a igreja, mesmo reconhecendo a sua fragilidade. Nesse texto está tão claro a sua institucionalização que se duvida de qualquer outra coisa menos disso. Jesus trata de um problema de um irmão e ensina que seja confrontado; caso ele não aceite, leve duas pessoas. Se isso não resolver, Jesus fala que se deve falar à igreja. Jesus estava demonstrando o valor da igreja e a sua autoridade institucionalizada.
Nos Atos dos Apóstolos a igreja é demonstrada como uma instituição. Notemos que ela tem um grupo de liderança, os apóstolos de Cristo, a quem a igreja reconhecia a sua autoridade, prestava contas e tratava de assuntos doutrinários (At 4.34,35; 8.14; 9.15; 15.2-6). Esses apóstolos elegeram diáconos, presbíteros e reconhecia-os nas igrejas (At 6.5,6; 14.22,23). Diante de todos esses textos, não se pode ter dúvida sobre a institucionalização da igreja.
O que dizer de Paulo e dos demais apóstolos?
Foi Paulo que afirmou que o Senhor concedeu alguns para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres para a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11,12). Paulo começou afirmando que existe uma só fé e chega ao ápice da igreja local onde estamos submissos aprendendo em amor com os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres; mesmo entendendo que os apóstolos e profetas terminaram em Paulo e ficaram somente seus ensinamentos como Palavra de Deus (Ef 2.30; 3.5).
Paulo mesmo fala da ceia e da necessidade de discernir o corpo de Cristo, demonstrando a sua definição e instituição. No texto de 1Co 11.22 Paulo faz uma diferença clara e inteligível entre as casas dos irmãos e a igreja de Deus institucionalizada. Ele escreveu:
1 Co 11:22 22 Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo.
Paulo ensina no contexto da Ceia do Senhor que a igreja é um lugar onde se deve celebrar a ceia do Senhor em comunhão debaixo da autoridade dos bispos e presbíteros. Isso é uma clara declaração de Paulo da igreja como instituição.
O próprio Paulo usou metáforas que levam a igreja como uma instituição, pois ele chamou a igreja de “Lavoura de Deus e Edifício de Deus” (1Co 3.9). Todas essas metáforas exigem leis e projetos em profunda unidade. Não existe edifício com um tijolo e nem lavoura com uma planta só.
Tiago é o que mais revela a igreja de uma forma institucionalizada, pois ele fala das reuniões em sinagogas dos cristãos convertidos do judaísmo. Fala que se devem chamar os presbíteros da igreja para orar pelos enfermos ungindo-os com óleo (Tg 2.1,2; 5.13-15).
Já no caso do apóstolo João, ele ensina nas suas epístolas que a igreja é algo definido. João demonstra que a igreja não é um ajuntamento informe, ecumênico (como defendem os ecumenistas) e que ninguém sabe quem faz parte dela. Notem o que João ensinou:
1 John 2:19 19 Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.
João ensina uma profunda definição da igreja, pois eles saíram do nosso meio e que aqueles que saíram não eram dos nossos. A igreja não pode ser considerada um lugar indefinido, mas um lugar que é reconhecido e só pode acontecer isso sendo uma instituição.
3. Problemas na Igreja
Um dos argumentos desses líderes é que a igreja está muito decadente. Na verdade, existem muitos escândalos, muitos aproveitadores do Evangelho. A Teologia da Prosperidade fez igrejas e denominações verdadeiros shoppings da fé, onde se escolhe comprar o que deseja e o que se precisa. Precisamos admitir que tudo isso é verdade e que realmente o Evangelho se tornou um produto. Cada vez mais Jesus está saindo do centro para Mamon. Porém, isso não anula a igreja de Cristo institucionalizada. Tanto Jesus como todos os apóstolos reconheceram que a igreja teria problemas, escândalos, mercadores do Evangelho e hereges sem diferença nenhuma de hoje. Talvez até pior que nos dias atuais.
Quando Jesus fala da igreja e evidencia aquele que poderia ser considerado um gentio, Jesus está reconhecendo um problema na sua igreja que ela teria que tratar, assim também como a falta de perdão, onde ele trata no mesmo capítulo de MT 18.
Paulo escreveu à igreja de Corinto que tinha divisões, um caso de incesto que ele disse que nem entre os gentios havia; profunda insensibilidade em relação à ceia do Senhor e profundas heresias como erros doutrinários sobre a ressurreição dos mortos (1Co 1.11; 5.1; 11, 15). Essa igreja Paulo chamou de “igreja de Deus, santificados em Cristo Jesus e chamados para ser santos” (1Co 1.2). Como alguém ousa chamar menos do que isso? Na igreja sempre haverá aqueles que se aproveitarão do Evangelho para tirar vantagens. Os apóstolos falaram sobre isso:
2 Co 2:17 - Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.
Mas mesmo assim, Paulo não ousa dizer que a igreja de corinto era um clube ou tenha perdido a esperança nesta igreja, ou ofereça um grupo alternativo “espiritual” para os que não davam problemas, como os da casa de Cloe que lhe trouxeram as notícias da igreja. Paulo não fez isso porque sabia sobre a doutrina da igreja, pois somente alguém que é deficiente em análise bíblica nessa área ou não tenha toda a Bíblia como inspirada por Deus não veria as muitas bases bíblicas sobre a igreja de Cristo como instituição.
Pedro e Judas também falam dos líderes que eram aproveitadores, que eram interesseiros e que andavam segundo as suas paixões (2Pe 3.3; Jd 1.16). Em nenhum momento Pedro e Judas dão outro grupo para os irmãos destinatários das suas epístolas.
O que falar do Apocalipse? Esse livro esclarecerá muito porque Jesus escreve a sete igrejas da Ásia. Jesus, ao escrever a essas igrejas, não deixou de mostrar os sérios problemas dentro dela a ponto dele querer tirar o castiçal da igreja de Éfeso e de vomitar a igreja de Laudiceia. Todas as igrejas eram formadas de defeitos, mas no meio de todas elas estava o próprio Jesus, pois ele é aquele que anda no meio dos sete castiçais de ouro, que são as sete igrejas – símbolo da igreja universal.
Essa igreja cheia de problemas e defeitos, com perigo de falsos apóstolos, que se envolvia com a doutrina dos Nicolaitas e com a doutrina de Balaão, que era autossuficiente e não definida João a viu como “Noiva e esposa do Cordeiro”; a “a Jerusalém que descia do céu” (Ap 21.9,10).
Conclusão:
Geralmente, os ataques à igreja são fruto de uma fraca base nas Escrituras e geralmente se cai em profunda contradição, pois ao preterir a igreja como instituição e dar como alternativa outro grupo cai-se em vários erros: o primeiro é o da soberba, pois acha-se que aquele grupo é melhor que os demais. Cai no mesmo erro dos coríntios. Só que hoje é grupo de Caio Fábio, já outros que se acham mais espirituais dizem que "são de Cristo" e não têm igreja nenhuma. Segundo, cai no erro da insensibilidade porque quando se faz essa análise, fala-se de cima de um pedestal como se fosse um deus e os demais são salteadores e ladrões.
Na história dos avivamentos Deus sempre agiu na igreja como instituição unindo, movendo líderes e membros a uma maior comunhão com Deus para seu serviço e missão. Quando não acreditamos na igreja, perdemos de vista a necessidade de um avivamento nessa igreja que Jesus comprou com o seu próprio sangue.
Portanto, o grande problema dessa falsa compreensão é que não se busca um avivamento. Busca-se a solução de uma forma errada, buscando outro grupo desqualificando os demais. Porém, precisamos perceber o problema e juntos admitirmos que precisamos de um avivamento e juntos orarmos confessando nossos pecados confiando na promessa de que “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).
